sábado, 24 de março de 2018

° AS CORES DE TITO LOBO

As cores de Tito Lobo
Nessa aldeia pincéis e tintas são os instrumentos de luta do índio guerreiro. A mata é uma cultura sem fim. A terra é a identidade de um povo. A tribo é formada por artistas de quadros, da poesia, canto, teatro, artesanato, de gentes e natureza. Um deles tem uma missão: ser “Guardião das Cores”.
Jacinto Diogo Correia Neto, mais conhecido como Tito Lobo, nasceu em João Pessoa. É desenhista, pintor, gravador, escultor e cenógrafo. Um artista dos detalhes e das cores. “A minha arte tem alegria, luz, amor, paz, serenidade, poder de transmissão. Tudo isso acontece porque tenho coisas boas dentro de mim. São os meus reais sonhos e esse colorido infinito que sai do meu eu e é distribuído para toda gente”, afirmou.
Suas pinturas revelam traços fortes da cultura popular. Desde a infância as artes plásticas e visuais o atraíram, mas começou mesmo a expor profissionalmente seus trabalhos em 1986. “Respiro arte, o meu pulmão, coração, corpo, alma, depende da arte”, revelou.
Dentre momentos marcantes da sua trajetória estão as exposições individuais e coletivas que realizou pelo Brasil e em países como Espanha, Portugal, Itália e França. O artista plástico paraibano Tito Lobo procura a valorização da sua arte, cores, sonhos e da cultura regional.
O que é preciso para o nascimento de uma obra?
O nascimento de uma obra é como o nascimento de um filho. O primeiro passo é o artista ter autoconhecimento do que vai realizar na tela, objeto e etc. Precisa-se de uma concentração e de leveza espiritual para realizar a transmissão cósmica dos seus sonhos e objetivos para a tela ou outro objeto. Não importa o que você vai montar para criar esse elo entre o irreal e o real. Depois de pegar no lápis e se direcionar a tela ou objeto, a sensação é de muita liberdade e de um alcance íntimo e único. Sempre coloco muitos detalhes em minhas obras, porque ele é o cartão de visita das minhas obras, bem como as cores que utilizo. Ao pegar no pincel e nas tintas, procuro fazer um estudo de distribuição de cores, onde esse conjunto de tons tenha uma harmonia para não fugir do elemento principal que é o poder de transmissão visual.
Depois de finalizada a obra, chega a hora mais difícil que é a de “batizá-la”. Essa hora requer um conhecimento psicológico muito forte e que tenha uma acentuada técnica literária de como realizar a leitura através das curvas, cortes, formas e cores. É um processo longo, onde quase todos os dias você descobre uma história sobre a obra. Mas no final tudo fica colorido e com um sentimento de felicidade único. “A arte é a essência da vida”.

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