quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Keith Haring


Keith Haring destacou-se de entre os jovens artistas cujo trabalho enchia as ruas de Nova Iorque na década de oitenta. Ele tentou chegar ao maior número possível de pessoas com os seus desenhos iniciais, tendo rapidamente obtido o reconhecimento devido no meio cultural.
Keith se inspirou muito nos trabalhos dos grafiteiros de Nova Iorque naquela época (final dos anos 1970 e início dos 1980). Keith de alguma maneira criou uma linguagem visual de símbolos que atinge a todos igualmente, desde pessoas comuns até crianças e especialistas.
Ele era bastante disciplinado em seu trabalho e preferia trabalhar o tempo todo. Era muito organizado e exigia o mesmo dos outros. No entanto, tinha uma alma doce e sempre se preocupava profundamente com injustiças, com crianças e em ajudar quem precisasse.
Apesar da sua morte prematura em 1990 com a idade de 31 anos, o seu trabalho tornou-se  uma linguagem visual do século vinte, universalmente reconhecida.
Durante sua vida, Keith sempre foi muito filantrópico. Ele dava seu tempo, dinheiro e arte a inúmeras e diversas causas, muitas relacionadas a crianças desprivilegiadas e, já no final de sua vida, às vítimas de AIDS.
Ele doou muitos trabalhos a leilões para esses fins, visitava também crianças doentes e criou murais em hospitais do mundo inteiro e em bairros pobres também, todos de graça.
A Fundação Keith Haring, criada em 1989, preserva o seu legado e dá continuidade ao seu trabalho.





2 comentários:

  1. Haring engajou-se, através de sua arte, em lutas políticas como desarmamento nuclear, drogas, África do Sul livre, anti-apartheid, hipocrisia cristã e principalmente contra o preconceito surgido com o crescimento da AIDS, como em sua famosa pintura "Silence = Death" (Silêncio = Morte") , onde mostra pessoas cobrindo boca, olhos e ouvidos e um triângulo rosa ( símbolo usado nas roupas, como identificação dos homossexuais judeus nos campos de concentração nazistas e transformado nos anos 70 e 80 como símbolo do orgulho gay).

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  2. Verdade Mara...Ele não tinha apenas competência para ser um excelente artista, mas também para ser um ser humano impressionante. Valeu pela sua contribuição...Marlise

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